Uma mulher comum, alcançada por um Deus extraordinário.

Meu nome é Leilane Vicente, tenho 41 anos, sou cristã e mãe da Alice, do Pedro e da Cecília. Sou também mãe atípica, uma mulher que conhece de perto os desafios da maternidade, as responsabilidades da vida adulta e os caminhos, nem sempre fáceis, de um recomeço.
Sou graduanda em Gestão de Recursos Humanos, pós-graduanda em Neurociência e psicanalista em formação. Minha trajetória de estudos reflete algo que sempre fez parte de mim: o interesse pelas pessoas, por suas histórias, suas emoções e pela maneira como cada uma enfrenta os desafios da vida.
Ao longo dessa caminhada, tenho aprendido que compreender o ser humano também exige sensibilidade para reconhecer suas dores, respeitar seus processos e acolher suas particularidades.
Mas, antes de qualquer formação, título ou função que exerço, sou uma filha amada de Deus.
Nasci em um lar cristão. Desde pequena, a fé fazia parte da minha realidade, das conversas em família e dos valores que recebi dos meus pais. Entretanto, crescer conhecendo a Deus não significou compreender todos os Seus caminhos.
Aos 19 anos, perdi minha mãe. E, com ela, perdi também muitas das certezas que carregava.
Durante muito tempo, questionei a Deus. Não compreendia por que uma mulher tão especial, que O amava e servia, havia partido tão cedo. A dor do luto me levou a um período de afastamento, e durante anos minha caminhada de fé foi marcada por tentativas de retorno, interrupções e muitos conflitos interiores.
A vida continuou acontecendo.
Tornei-me mãe, construí uma família, enfrentei desafios e vivi experiências que deixaram marcas profundas em minha história. Depois de um relacionamento de vinte anos, do qual saí emocionalmente ferida, precisei aprender a reconstruir não apenas a minha vida, mas também a maneira como enxergava a mim mesma.
Foi nesse caminho, entre perdas, perguntas e recomeços, que comecei a redescobrir o amor de Deus.
Não aconteceu de uma vez. Não foi uma transformação instantânea, nem um processo sem dificuldades.
Foi no cotidiano, nas pequenas decisões, nas orações sinceras e no contato diário com a Palavra que comecei a compreender que Deus não havia deixado de me amar, mesmo nos períodos em que eu me sentia distante d’Ele.
Aprendi que a fé não é construída apenas nos grandes acontecimentos, mas também na constância dos pequenos encontros com Deus.
Hoje, não me apresento como uma mulher que tem todas as respostas. Continuo aprendendo, amadurecendo e sendo transformada pela graça.
Minha formação acadêmica amplia meu olhar sobre o comportamento humano e as experiências emocionais, enquanto minha caminhada com Deus me ensina, diariamente, sobre fé, identidade, graça e recomeço.
Não acredito que uma dimensão precise anular a outra. Reconheço o valor do conhecimento, mas é na minha fé que encontro o fundamento da minha vida e da mensagem que desejo compartilhar.
Sou uma mulher real, com uma história real, que encontrou em Deus a oportunidade de criar novas raízes.
E é justamente dessa caminhada que nasceu o desejo de escrever.
[ TEXTO SOBRE O PROPÓSITO DO DEVOCIONAL RAÍZES — a Leilane envia: para quem ele foi escrito e o que ela deseja para quem o ler. ]
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